Magro – por Sérgio Nader

Sérgio Nader foi uma das queridas pessoas que conhecemos em Conservatória, cidadezinha incrustada na serra fluminense, a capital da seresta. Um dos amigos que a gente levou no coração quando encheu aquele caminhão de mudança, depois de 4 anos morando no ‘pedacinho do céu’ , e partiu rumo a Vinhedo.

Pouco depois desse blog começar, Sérgio escreveu um lindo relato sobre sua convivência com o Magro. Posto aqui, compartilhando com vocês.

Conheci Magro no Chez Maricotinha, simpático café que ele e Mônica mantiveram durante algum tempo na mágica cidade de Conservatória. Havia um piano — um tanto sofrido, é verdade — no café e era lá que os músicos mais, digamos, modernos se encontravam. Isto foi lá por 2007, creio.

Sempre que podia, me apoderava do piano, pianeiro que sou, e tentava acompanhar os cantores e instrumentistas que por ali passavam. E mais, sempre que Magro estava por lá (em muitos fins de semana ele estava excursionando com o MPB4),  ficava de olho –  e de ouvido, claro! – nos acordes, improvisos  e levadas com os quais ele nos brindava. Como somente havia um piano, perguntei se poderia usar o baixo elétrico que estava pendurado na parede e passei a correr atrás das lindas harmonias do Magro. Uma escola insubstituível!

No início, ele – meu ídolo que defendeu músicas nos festivais no ano que nasci – e eu – me esforçando para entrar em acordo com dez dedos, três pedais, um pé e 88 teclas -tivemos um contato tímido. Porém, conforme o tempo foi passando, nos aproximamos muito e trocamos muita música e muita conversa.

Se devesse atribuir uma palavra para definir Magro, usaria generoso. Magro sempre foi generoso com seu tempo, com suas ideias, seu conhecimento, suas histórias e em especial com sua música. Foi um músico que arranjava, tocava e cantava para a música e para o público. Não arranjava, tocava ou cantava por vaidade ou para mostrar o que sabia. Mostrava o que sabia enquanto encantava a todos com sua oferta sempre generosa. Sempre sorrindo, sempre educado, sempre atento aos outros. Sempre Magro!

Magro, um beijo de seu amigo Sérgio.

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3 respostas para Magro – por Sérgio Nader

  1. Iracema Werneck disse:

    olhos marejados de saudade…

  2. Maze Cintra disse:

    Lindo!!
    Genoroso e sempre fez tudo com muito prazer, compartilhando com todos…beijão Magro

  3. Magro era assim mesmo com todos nós. Sempre sorrindo..De uma generosidade como poucos nesse conturbado meio musical.Lembro que nos ensaios do octeto(MPB4 e Quarteto em Cy) nunca levantou a voz para ninguém se havia um acorde errado no vocal.Pacientemente e educadamente passava a voz ajudando a quem tinha dúvidas.Curtia com muito amor e dedicação seus arranjos e a execuçaõ dos mesmos, sem arrogância ou vaidade .Saudades de compartilhar amizade e musica com nosso querido e inesquecivel amigo..

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