Magro Waghabi

Biografia

Cantor. Instrumentista (tecladista, vibrafonista, clarinetista, saxofonista, percussionista). Arranjador. Compositor.

Iniciou seus estudos de piano com Pepita Machado em Itaocara, sua cidade natal, onde fez parte, como segundo clarinetista, da banda de música Sociedade Musical Patápio Silva. Em 1959, mudou-se para Niterói (RJ). Estudou com Eumir Deodato e Guerra Peixe (teoria musical), Isaac Karabtchewsky (regência) e Vilma Graça (solfejo), além de ter recebido orientação na prática de arranjos instrumentais com o Maestro Lindolpho Gaya.

Dados Artísticos

Iniciou sua carreira profissional em 1960, como vibrafonista do conjunto de bailes Praia Grande, com o qual atuou durante dois anos.

Em 1963, fundou, juntamente com Miltinho, Ruy e Aquiles, do grupo MPB-4, que ingressou no cenário artístico com o nome de Quarteto do CPC, alterado, no ano seguinte, para MPB-4, em função da extinção dos Centros Populares de Cultura (CPCs).

Inicialmente atuando como vocalista, instrumentista e arranjador vocal, a partir do segundo LP do grupo passou a assinar, também, os arranjos instrumentais.

Paralelamente à sua atuação com o MPB-4, foi responsável, também, por arranjos e orquestrações para discos de outros artistas, como Chico Buarque (“Chico Buarque de Holanda, volume 2” e “Construção”), Toquinho & Vinicius, Tunay e Simone, entre outros.

Em 2001 e 2002 atuou como arranjador vocal e diretor musical do conjunto vocal “Toque de Arte” dirigindo e mixando seu primeiro CD independente. Em 2003 fez a direção de estúdio para o CD “Sertão Paulista”, segundo trabalho do grupo vocal feminino, de São Paulo, “Vésper Vocal”.

Entre seus trabalhos mais reconhecidos, destacam-se os arranjos vocais para as canções “Lamentos” (Pixinguinha e Vinicius de Moraes), com MPB-4, “Roda viva” (Chico Buarque), classificada em 3º lugar no III Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) e registrada em disco pelo compositor, “Cálice” (Gilberto Gil e Chico Buarque), com Chico Buarque, Milton Nascimento e MPB-4 e “Cio da terra” (Milton Nascimento e Chico Buarque), com MPB-4 & Quarteto em Cy.

Como compositor, é preponderantemente letrista, exceção feita a “Parceria em marcha lenta”, para a qual compôs a música sobre letra de Luiz Fernando Veríssimo.

Obra

Amar de novo (c/ Miltinho) • Doce doce (c/ Miltinho) • Enigma (c/ Miltinho) • Magia (c/ Kleyton Ramil) • Mel silvestre (c/ Zé Renato e Miltinho) • Minha noite (c/ Miltinho e Aquiles) • Palhacinha (c/ Miltinho) • Parceria em marcha lenta (c/ Luiz Fernando Veríssimo) • Pastor da noite (c/ Miltinho) • Todos os palcos (c/ Miltinho) • Vida do sem (c/ Miltinho)

Referência: Dicionário Cravo Albin

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5 respostas para Magro Waghabi

  1. Fernanda Maria Pereira do Rêgo disse:

    Apenas uma curiosidade que sempre tive: Como era mesmo o primeiro nome do Magro???
    Fui e sigo sendo sua fã desde sempre. Saudades…

  2. João Biano disse:

    Mônica, ver o magro em palco, junto com o MPB4 em 2010, na minha cidade Bauru, foi uma das coisas mais lindas que já vi. Um show emocionante, perfeito, pulsante. Meu maior respeito, por esse que se foi, mas ficou. Bela iniciativa. Sigamos!

  3. Tive a felicidade de conhecer o Magro e a Mônica em Conservatória, distrito de Valença-RJ, quando era professor na Faculdade de Economia da Fundação Dom André Arcoverde, e não me furto de ouvi-lo e ao MPB4 sempre e sempre. Por fim, numa paráfrase ao que dizem os argentinos sobre Gardel, afirmo que a cada ano que passa os arranjos vocais de Magro ficam melhores. O DVD do MPB4 com o autógrafo do Magra será sempre visto e guardado com carinho.

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